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Há memórias que não cabem na gaveta do coração. Em Pérolas e pimentas, Ana Maria Tourinho abre a sua e deixa cair na página quase cinquenta poemas feitos de saudade, natureza, infância e amor.
Quem cresceu ouvindo conversa de cadeira na calçada, noite quente de lua, chiclete grudado no portão de ferro, sabe como é difícil dizer isso em voz alta antes que o tempo leve. A pressa do cotidiano cala essas lembranças, e quase sempre falta uma linguagem capaz de devolvê-las inteiras.
É o que estes poemas fazem. Textos curtos e diretos, escritos com o que a autora chama de caneta do tempo, atravessando o dia inteiro: o amanhecer, o jardim tropical, a pesca amazônica, a lua bonita, a roda da vida, o cheiro no cangote. Há celebração em "Hora de viver" e "Beleza do viver", consolo em "Tudo passa" e "Silêncio", desejo em "Gozo e paixão" e "Nosso amor". Em 64 páginas, é leitura de uma sentada ou de um poema por dia, e o poema "Coisas de antigamente" aparece também em versão em inglês, "Memories".
Quem escreve. Ana Maria Tourinho é natural de Belém do Pará, graduada em Farmácia e Bioquímica pela UFPA, com pós-graduação em Genética pela USP e passagem como professora assistente da Universidade Federal do Pará. Criou e chefiou ambulatório de aconselhamento genético no Rio de Janeiro. Na literatura, é vice-presidente da Académie de Lettres et Arts Luso-Suísse (ALALS), membro delegada do conselho nacional da AJEB e colaboradora do centenário Jornal Alto Madeira. No prefácio, Juçara Valverde aponta o olhar da geneticista que remexe as próprias entranhas e faz surgir poemas de forte cunho lírico.
Leia devagar. Se você guarda lembranças que ainda pedem palavra, Pérolas e pimentas é o convite para tirá-las da gaveta. Leve o livro para casa e escolha um poema por noite.
Quem cresceu ouvindo conversa de cadeira na calçada, noite quente de lua, chiclete grudado no portão de ferro, sabe como é difícil dizer isso em voz alta antes que o tempo leve. A pressa do cotidiano cala essas lembranças, e quase sempre falta uma linguagem capaz de devolvê-las inteiras.
É o que estes poemas fazem. Textos curtos e diretos, escritos com o que a autora chama de caneta do tempo, atravessando o dia inteiro: o amanhecer, o jardim tropical, a pesca amazônica, a lua bonita, a roda da vida, o cheiro no cangote. Há celebração em "Hora de viver" e "Beleza do viver", consolo em "Tudo passa" e "Silêncio", desejo em "Gozo e paixão" e "Nosso amor". Em 64 páginas, é leitura de uma sentada ou de um poema por dia, e o poema "Coisas de antigamente" aparece também em versão em inglês, "Memories".
Quem escreve. Ana Maria Tourinho é natural de Belém do Pará, graduada em Farmácia e Bioquímica pela UFPA, com pós-graduação em Genética pela USP e passagem como professora assistente da Universidade Federal do Pará. Criou e chefiou ambulatório de aconselhamento genético no Rio de Janeiro. Na literatura, é vice-presidente da Académie de Lettres et Arts Luso-Suísse (ALALS), membro delegada do conselho nacional da AJEB e colaboradora do centenário Jornal Alto Madeira. No prefácio, Juçara Valverde aponta o olhar da geneticista que remexe as próprias entranhas e faz surgir poemas de forte cunho lírico.
Leia devagar. Se você guarda lembranças que ainda pedem palavra, Pérolas e pimentas é o convite para tirá-las da gaveta. Leve o livro para casa e escolha um poema por noite.