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Português

Poema Podre

Fernando Pellisoli
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Year
2024
Language
Portuguese
Publisher
Grupo Editorial Atlântico

About

O que levou Fernando Pellisoli a inspirar-se em Ferreira Gullar para escrever seu longo
poema? Um desafio? A despreocupação com o julgamento do leitor? Pellisoli, com esta sua
mais recente publicação, "apodrece" o que em Gullar é "sujo"? Avaliemos: "[...] este poema
podre imitando Ferreira Gullar/ é filho da mãe ou/ da puta,/ que posou à beira da cama do meu
lar." "[...] tenho medo/ de perder o meu rumo/ e morrer louco sem nenhuma amplitude,/ pois
nem mais maconha eu consumo." A constância rítmica é abusadamente ousada. Ou, apenas
para impactar, rima poliglota com xoxota – julgue o leitor. De outra parte, encontramos uma
vasta poeticidade, magia da palavra e uma inspiração que emocionam e consternam, pois, um
dos motivos, é claro, o encanto pelo poeta de São Luís do Maranhão: "Gigante pela própria
natureza este poema homenageia Ferreira Gullar com tanta graça e tanta beleza, no céu
infinito, no oceano e no mar, eu vou viver, eu vou cantar..."Ah cantar, isso o
poeta pode e deve! Doente o poeta, a poesia? Doente a sociedade, que provoca desvarios no
ser humano em geral, versejador ou não. Por que o poema é sujo ou é podre? E acaso o
poema do Gullar fosse limpo? E se o de Pellisoli fosse sadio – teríamos Poesia? Não! Não há
poesia no verso previsível, na banalidade, na sanidade. Ave, louca Poesia! Ave, louco poeta! E
estamos justos e acertados, no partidor, mas para a leitura deste ótimo livro de Fernando
Pellisoli. ROSSYR BERNYEscritor, editor, acadêmico, jornalista

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